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Taubaté alerta sobre violência contra a mulher em período de isolamento 

Diante da escalada da violência doméstica e familiar em nível nacional contra as mulheres por conta do isolamento social imposto pela pandemia do coronavírus, um grupo de servidoras lançou uma campanha de alerta em Taubaté.
A iniciativa partiu das Secretarias de Desenvolvimento e Inclusão Social e Segurança, com a elaboração de um vídeo silencioso para ajudar mulheres que possam estar nessa situação.
O vídeo, inspirado na iniciativa do MoviELAS, coletivo que reúne profissionais das áreas de som e imagem do audiovisual do Distrito Federal, adapta as informações dos contatos da rede de atendimento voltada às moradoras de Taubaté.
Para se ter uma ideia, em março deste ano foram registrados 10 novos casos em Taubaté, sendo seis por demanda espontânea, três pelo Tribunal de Justiça e um por meio do Centro de Referência de Assistência Social (Cras). Em abril o registro foi de quatro casos, sendo duas demandas espontâneas, um encaminhado pelo Tribunal de Justiça e um pelo Hospital Municipal Universitário de Taubaté (HMUT). Os números estão dentro da média já atendida no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), mas o alerta neste momento é importante para reforçar a rede protetiva.
Neste período de pandemia, os atendimentos às mulheres continuam sendo prestados no Creas, com acolhida pela equipe psicossocial, bem como pelo telefone e ou whatsapp 3632-3301. O município também possui a Casa Abrigo para mulheres em situação de violência, exclusivamente para aquelas que estão em risco iminente de morte.
Os órgãos de Justiça, assim como Saúde e demais serviços da Assistência Social têm mantido alinhamento nas ações e nos encaminhamentos ao Creas, sem alterações neste período de isolamento social dada a urgência dos atendimentos a essas mulheres.
Balanço
Em um balanço anual, de abril de 2019 a abril de 2020 foram iniciados pela equipe técnica do Creas 46 acompanhamentos de mulheres vítima de violência. Deste total, 15 já foram encerrados por superação da situação de violação de direitos e os outros 31 seguem em Proteção e Atendimento Especializado a Família e Indivíduos (Paefi). Esses casos estão divididos em: 60% de violência doméstica, 20% de violência psicológica, 15% de violência sexual e 5% de violência patrimonial e moral.
O Creas fica no piso superior do Terminal Rodoviário Urbano (Rodoviária Velha), na praça Dr. Barbosa de Oliveira. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

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