Programação da 1ª Semana do Café atrai centenas de pessoas para palestras e atividades em Taubaté
A 1ª Semana do Café de Taubaté atraiu centenas de pessoas ao longo da programação realizada entre os dias 23 de fevereiro e 1º de março.
A 1ª Semana do Café de Taubaté atraiu centenas de pessoas ao longo da programação realizada entre os dias 23 de fevereiro e 1º de março. Com atividades descentralizadas em cafeterias da cidade, além de palestras e ações especiais, o evento celebrou os 120 anos do Convênio de Taubaté e reforçou a importância histórica e econômica do café para o município.
Promovida pela Secretaria de Desenvolvimento, Inovação e Turismo, em parceria com a Unitau (Universidade de Taubaté) e estabelecimentos credenciados por meio de seleção pública, a programação contou com palestras, workshops, oficinas práticas, métodos de preparo e degustação.
Um dos destaques foi o walking tour realizado no sábado (28), que reuniu cerca de 70 participantes. A caminhada teve início no Solar da Viscondessa, na Rua XV de Novembro, e percorreu pontos históricos ligados ao Convênio de Taubaté, com encerramento no Fábulas Café, no Centro. A atividade proporcionou uma imersão na memória urbana e no papel estratégico que o município desempenhou no cenário nacional.
A abertura da semana ocorreu no HITT (Hub de Inovação Tecnológica de Taubaté), com palestras e feira de expositores, dando início a uma agenda distribuída nos períodos da manhã, tarde e noite, fortalecendo o turismo gastronômico e cultural.
*Convênio de Taubaté*
Assinado em 26 de fevereiro de 1906, o Convênio de Taubaté foi um acordo firmado entre os governadores de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro com o objetivo de valorizar o preço do café, principal produto da economia brasileira à época. Diante da superprodução e da queda nas cotações internacionais, o pacto estabeleceu a intervenção estatal na compra do excedente de café, retirando-o do mercado e armazenando-o para estabilizar os preços.
O financiamento da política ocorreu por meio de impostos sobre a exportação e empréstimos internacionais, consolidando um modelo de defesa do café que marcou a República Velha. O acordo foi firmado em Taubaté pela posição geográfica estratégica do município e pela relevância regional como centro produtor no início do século XX.